sexta-feira, 10 de julho de 2009

Coentro




Fui comprar coentro. Eu odeio comprar coentro, odeio de verdade, tenho que trocar de roupa, eu odeio ter que trocar de roupa. Tenho que atravessar a rua num lugar em que eu não gosto, eu odeio atravessar a rua naquela curva, tenho antipatia por ela. E isso tudo só pra comprar um pouquinho de mato por 0,50. Ainda vou ter que trocar meu dinheiro pra ficar chia de moedas. E hoje ainda estava chovendo, ou seja, poças de lama, pessoas mal humoradas, guarda-chuvas.
Não, não posso ser assim, ou terei que usar Renew mais cedo do que espero.
Fui comprar coentro. O moço que vende coentro fica tão pertinho daqui de casa, que fui e voltei e a música que estava ouvindo ainda não tinha acabado, que, a despeito de ser de metal, só tinha 4 minutos. Caia um chuvisquinho gostoso, naipe de garoa paulistana. A “conta” deu 1 real, logo recebi o troco em cédulas.
Chegando ao portão de casa, pus a mão no bolso em busca da chave. Acabei por tentar fazer a fechadura do portão ler o Salvadorcard e me deixar entrar por 1,10. Que burrice! Achei as chaves e entrei. Dona Maria me recebe com um sorrisinho sem graça. Helen, esqueci de dizer que precisa comprar azeite de dendê também, para fazer a moqueca.
À porra com o azeite! 

So for now wave good-bye
leave your hands held high
Hear this song of courage long into the night.

2 comentários:

vitorluisleite disse...

Ainda acha que o cara que vende coentro eh perto de sua casa...

Tive que andar 3km hoje pra comprar macarrão.

tiradoabesta disse...

Que venha o peixe frito!