segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ultrassonografias, o pesadelo.

Ultrassonografias não me trazem boas lembranças, absolutamente.

Ultrassonografia da tireoide: faço uma vez por ano para ver... Bem, não sei o que há para ver na minha tireoide, mas vivem me passando exames, nunca dá nada. Devem ser meus olhos saltados. Enfim, o fato é, desde que recebi uma cotovelada master no pescoço, sinto profunda agonia quando tocam, encostam ou chegam perto da minha traqueia. Como uma boa sacerdotisa de Avalon, é claro que me controlo, pois coisas assim ocorrem com frequência, mas não é legal que alguém meleque e pressione aquele maldito aparelho sobre ela! Durante o exame, ondas de agonia percorrem o meu corpo, enquanto olho suplicante para a tela, com uma provável cara de dor de estômago, esperando que ele acabe.

Geralmente na mesma requisição, é pedido a ultrassonografia das mamas e a uterina.

Ultrassonografia das mamas: não vou dizer que ela é desagradável. Pelo contrário, é agradável até demais. Podem me achar uma pervertida, mas, sinceramente? Aquele gelzinho geladinho sendo esfregado em meus peitos é uma delícia. Eu achava até divertido o exame, sempre falava à médica: “hihih faz cosquinha hihih”, porque de fato faz, e é impossível não rolar o hi-hi-hi, e ela me respondia com aquele sorriso de compreensão que só uma mulher pode dar a outra, as vezes completando com um “é mesmo”. Até que eu precisei, para um teste de avaliação física, fazer um ecocardiograma. È basicamente a mesma coisa, apesar da finalidade distinta – gel on tits. O fato é, o cardiologista era O cardiologista, e o ajudante do cardiologista era O estudante do cardiologista. Não achando suficientemente estranho exibir as minhas vergonhas de cima para eles, minhas terminações nervosas resolveram trabalhar a todo vapor, enviado mensagens ao meu cérebro que por sua vez fazia, apesar das minhas tentativas de inibição, minha boca se contorcer em uns sorrisinhos. Provavelmente achando que eu era uma safada teenage com fetiches secretos por médicos coroas, o Dr. fecha a cara, me passando a mensagem “sou um homem sério, respeite-me, ninfeta” através do franzimento em sua testa. Tentei explicar, talvez dando o sorriso mais amarelo de toda a minha vida: “é que eu sinto cócegas”. Bem, uma hora acabou, fechei o máximo que pude aquele farrapo branco cheio de cortes que nos dão para vestir, fiz a expressão fácil mais séria que pude e parti a mil. Esqueci a bolsa, e o ajudante veio me entregar no corredor. Não foi uma boa experiência.

Ultrassonografia uterina: para quem não sabe, existem dois tipos, a externa (pélvica), e a transvaginal. Falemos da pélvica primeiro. Por algum motivos obscuro, a sua bexiga tem que estar completamente cheia. Ou seja, você tem que beber mais copos do que um loser jogando copo d'gua. Aguá até começar a sair pelo seu nariz. Quando você já está extremamente apertado,entra na sala do exame, a Dra. te avalia diz que ainda não está bom, que você tem que beber mais 3. Quando você acha que a morte por afogamento interno está próximo, e pensamentos como xixi nas calças lhe parece algo normal e maravilhoso, é a hora do exame. Não bastasse o seu estado, lá vem ele, o maldito aparelho com seu amigo gelado e transparente. Sua bexiga ultra cheia é cutucada, empurrada e todas as suas forças são usadas para evitar que o Squirtle dentro de você não se manifeste. Depois desse exame, você ganha +20 de resistência.
Agora a tão famosa transvaginal. Não conhecia até o ano passado. Imagine-se feliz e sorridente numa sala. Feliz por ter descoberto que pode optar entre a pélvica e a transvaginal. A pélvica era horrível, vamos tentar essa. Sem copos d'água, que maravilhoso! Você deita tranquila na maca achando tudo familiar. Bate um papo com a sua médica. Está distraída falando sobre seu gato de estimação, quando ela pega um aparelhinho. Até aí tudo bem. Mas quando ela coloca uma camisinha dele,  KY e se aproxima de você, por baixo, eu te digo, é TENSO. Como assim, sem um diálogo, uns beijinhos antes? Pois é assim. “relaxe, menina, é tranquilíssimo”. Tranquilo é o terrorismo, o aquecimento global, as inundações no Rio. Transvaginal não é tranquilo. Mas agora aprendi, ano que vem, tomo uns vinhozinhos antes de sair de casa.

2 Minhocas:

acasd disse...

EUHAHEUAHEUAHEUAHEUAHEUHAEUHAE

Fabíola Oliveira disse...

Meu Deus.. Terei de fazer um desses semana que vem. Já imaginava que seria tenso, vc confirmou isso para mim, ai, ai...