segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Curiosa História de Thiago Matheus

Vocês estão prestes a ler uma história curiosíssima fundamentada em fatos reais. Apenas os nomes foram trocados para manter secreta a identidade dos personagens. É sobre um homem, seu pai, seu filho, e a teimosia de uma mulher. Essa história se passa na província de Salvador no ano de 2010 de nosso senhor Jesus Cristo.

Era uma vez um homem chamado João e uma mulher chamada Maria. Um belo ou feio dia eles se conheceram, e algum tempo depois, que pode ser muito ou pouco, se casaram. Na verdade não é certo que casaram, podem ter simplesmente juntado os trapos sem a benção de Deus ou do Juiz de Paz e vivido no pecado da fornicação, pouco importa. O que importa é que Maria ficou grávida de João. João, como acontece com todas as criaturas, tinha pai. O que não acontece com todas as criaturas e aconteceu com João é que ele conheceu seu pai, e bem o suficiente para saber seu nome, que era Thiago. Não se sabe da onde surge a vontade súbita de um homem de perpetuar o nome de seus antepassados passando-os às gerações seguintes, o que se sabe é que a vontade surge, e a vontade surgiu em João. Não satisfeito apenas em perpetuar o sobrenome do pai, resolveu que queria também o primeiro nome, formando assim um sanduíche hereditário Thiago-João-Thiago. Acontece que Maria não compartilhava da mesma idéia, não havia nela surgido a vontade súbita de perpetuar o nome do sogro em seu rebento, mesmo porque ela não simpatizava com esse nome (nem com o sogro), preferia muitíssimo Matheus. Desde pequena dizia que chamaria seus filhos de Beatriz, se fosse menina, e Matheus, se fosse menino, e não era agora que ia aceitar um Thiago assim tão facilmente. Não é preciso descrever os meses de discussão de nome até o nascimento da criança. Até cogitaram um nome duplo, Matheus Thiago ou Thiago Matheus, mas começavam então a discutir qual nome ficaria na frente.
Por fim, nasce a criança. Nascido o menino de parto cesariana, teve Maria que ficar de repouso no hospital. Aproveitou-se disso João, e tendo ido ele mesmo registrar a criança registrou-a como bem quis, e o que ele bem queria era Thiago e Thiago puro. Ao saber Maria enfureceu-se (a meu ver, com razão), e jurou que jamais chamaria Matheus de Thiago, pois esse não era seu nome de verdade (apesar de constar na certidão de nascimento registrada em cartório e assinada pelo escrivão vigente em letras muito bonitas). A família dela tomou seu partido também chamando o recém nascido de Matheus e só Matheus. Logicamente a família de João, especialmente seu pai, chamava o menino pelo nome de registro.
Um tempo depois pararam todos de brigar e discutir, mas o juramento manteve-se de pé, pois apesar de infantis no que diz respeito a nomes, eram todos de palavra. E cresceu então o menino sendo chamado ora de Thiago, ora de Matheus.
E essa é a história do colega de minha irmã, e é assim que ele se apresenta.

3 comentários:

Rafiki disse...

Outro dia eu ouvi coisa semelhante. Mas não tão diferente.

Paulinha disse...

Prima...Estou preocupada... Gostei do blog mas não sei comentar coisas loucas ou sem nexo. Posso chegar?

Patrícia disse...

rá,conheço uam história igual! Sabe Rafinha?Primo de Alan por parte de mãe?O nome dele na verdade é Fernando.
Fique perplexa agora!