sábado, 25 de outubro de 2008

O magnífico Garfo Azul - Parte I

Era uma vez, o Magnífico Garfo Azul.



Ele não era magnífico por ter feito algo incrível de fato, mas porque sua mãe assim o quis. Ela sempre dizia: “quando eu tiver um filho, o chamarei de Magnífico. Se for uma filha, chamarei de Laila.” Então, sendo um garfo, e azul, ao nascer foi chamado de Magnífico Garfo Azul. Seu pai queria chamá-lo de “o Magnífico Garfo Verde”, em homenagem ao Palmeiras (ele era um torcedor ufano), porém isso não fazia sentido, já que o garfo azul era azul, e não verde. Enfim.


O Magnífico Garfo Azul trabalhava no pólo petroquímico como operador de máquinas, e tinha um feliz casamento (gay) com o Incrível Alface.

Um pouco sobre o Incrível Alface:

O Incrível Alface não trabalhava fora de casa, pois tinha adquirido em sua infância fobia social. Só saía para ir ao mercadinho do Clóvis, que afinal ficava ao lado de sua casa. E isso em caso de necessidade, quando faltava caldo knorr, por exemplo.

O incrível alface fazia gnomos de biscuit e ímãs de geladeira para vender, e sempre fazia doações para a CCAAP (Casa de Cura para Alfaces Afetados por Pesticida). Costumava dormir após o almoço, e não gostava de bife acebolado.

Todos os dias o Incrível Alface preparava uma surpresa para o Magnífico Garfo Azul. Sempre que chegava do trabalho, o Magnífico Garfo azul encontrava comida especial, ou o Incrível Alface vestindo uma lingerie sexy. Era um casamento feliz.

Enfim.

O Magnífico Garfo Azul levava uma vida dupla, pois tinha um caso com Anastácia, a leviana. Ela lhe fazia bolos. Às vezes eles solavam. Mas só às vezes.

(Anastácia, a leviana)


O Magnífico Garfo Azul enganava Anastácia, a leviana, dizendo ser caixeiro viajante, por isso só aparecia de 15 em 15 dias, nos finais de semana.

Com Anastácia, a leviana, ele tinha um pequeno apartamento em um conjunto habitacional chamado Santa Lucrecia. Eles também possuíam alguns sapatos, um filho chamado Ricardo (uma linda célula procarionte, com ribossomos e DNA difuso), e até um cachorro poodle chamado Ray Charles, que enxergava muito bem.

O Magnífico Garfo Azul Ele visitava sua família bastarda dizendo ao Incrível Alface que iria visitar os seus primos distantes Colher de Sopa Verde e Colher de Sobremesa Roxa. Que grande mentiroso ele era!O Incrível Alface odiava a raça das colheres, pois foi foram as colheres que assassinaram seus pais e seus avós e todos os seus colegas de classe no deprimente Massacre dos Alfaces, que o deixou órfão bem na época de sua puberdade, marcando-o para sempre. Além do mais, ele tinha fobia social, e não iria junto de qualquer maneira.

O Magnífico Garfo Azul ficava quinzenalmente no apartamento de sua outra família durante todo final de semana, de sexta a domingo. lá ele encontrava a paz, e instruía seu filho Ricardo na arte de pintar unhas.

2 comentários:

Felipe disse...

ainda quero a historia do manasses hehehe

nana disse...

que ótimo!!!