sábado, 10 de dezembro de 2011

Para aquelas pessoas da crítica construtiva constante

Para aquelas pessoas da crítica construtiva constante, ou usuários frequentes do elogio seguido de "maaaas..." seguido de leve crítica:


Eu sei que estou fazendo isso errado, ou que você quer me educar, ou dar uma dica, ou que você não está falando por mal, apenas para me dar um toque ou me ajudar. Tudo bem, suas intenções são nobres. Mas quando isso se repete e se repete e se repete é tão chato. Principalmente quando chega ao ponto da previsibilidade. Todas as coisas tem seu lado bom e ruim, mas não é necessário ficar buscando algo de ruim em cada coisa boa.

Yelling in my ear you try to control me
You look but you don't see
Yelling in my ear
You got a big mouth are you ever gonna get a clue
Youre loud obnoxious when youre gone I still hear you
Always spewing shit with you irritating voice
I dont wanna listen but I got no choice
Quit acting like youre nuts, just shut the hell

http://www.youtube.com/watch?v=83e9hyP4nW4

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Aspirações

Desde pequeno seu sonho era ser porteiro. E era um sonho específico, não podia ser porteiro de escola, de empresa, de centro médico, era porteiro de prédio residencial, de 17 a 22 andares. Sonhava em passar o dia sentado no sagrado local, seu por direito, guarita ou recepção, munido de uma TV preto e branca 14” e do interfone matriz, com todos aquele botões e luzes. Decoraria de todos os nomes, ao chegar visita, sabendo o nome do morador, informaria o apartamento. Onde já se viu, visita decorar o apartamento do visitado? A visita vem visitar o morador, não o número, e seria sua função como porteiro saber de todos o nome e o apartamento, e fazer a associação sempre que necessário, pois seria um bom porteiro. Daria bom dia, boa tarde, e boa noite, ajudaria as senhoras a colocar as compras no carrinho, seguraria a porta do elevador. Falaria abububabibabá com os bebezinhos, brincaria com os cachorros (e ficaria de olho em onde supririam suas necessidades fisiológicas) flertaria com as domésticas e babás, tomaria partido no baba dos garotos. Olharia os carros para que não fossem maculados nas brincadeiras das crianças, cochilaria quando o movimento fosse pouco, ouviria o jogo no radinho de pilha nos turnos de final de semana, fofocaria aos respectivos pais as safadezas de seus filhos adolescentes na escada de serviço. puxaria o saco do síndico e falaria mal dele pelas costas com o zelador. Tudo isso e mais faria, e faria bem feito, pois seria o melhor porteiro de todos.
Entrou na puberdade com esse pensamento imutável e começaram a crescer seus primeiros fios de barba. De todas suas mudanças corporais esta era a mais importante e a mais esperada, pois através dela conseguiria a ferramenta mais necessária para torná-lo um porteiro de verdade: o bigode de porteiro. A princípio sua barba era rala e falha, havia uma penugem irregular acima dos lábios. Depois um pouco do princípio a rala barba engrossou, mas continuou falha. mas no final tudo dá certo, assim esperava. finda sua adolescência, continuava ele com a barba falha. Seu bigode não era uniforme, não se conectava. Era farto de um lado, farto de outro, e no meio o espaço de um dedo indicador permanecia desmatado. Aos 21 anos e sem bigode de porteiro, as esperanças acabaram e ele se resignou. Restava-lhe apenas ser cobrador de ônibus.

Curiosa História de Thiago Matheus

Vocês estão prestes a ler uma história curiosíssima fundamentada em fatos reais. Apenas os nomes foram trocados para manter secreta a identidade dos personagens. É sobre um homem, seu pai, seu filho, e a teimosia de uma mulher. Essa história se passa na província de Salvador no ano de 2010 de nosso senhor Jesus Cristo.

Era uma vez um homem chamado João e uma mulher chamada Maria. Um belo ou feio dia eles se conheceram, e algum tempo depois, que pode ser muito ou pouco, se casaram. Na verdade não é certo que casaram, podem ter simplesmente juntado os trapos sem a benção de Deus ou do Juiz de Paz e vivido no pecado da fornicação, pouco importa. O que importa é que Maria ficou grávida de João. João, como acontece com todas as criaturas, tinha pai. O que não acontece com todas as criaturas e aconteceu com João é que ele conheceu seu pai, e bem o suficiente para saber seu nome, que era Thiago. Não se sabe da onde surge a vontade súbita de um homem de perpetuar o nome de seus antepassados passando-os às gerações seguintes, o que se sabe é que a vontade surge, e a vontade surgiu em João. Não satisfeito apenas em perpetuar o sobrenome do pai, resolveu que queria também o primeiro nome, formando assim um sanduíche hereditário Thiago-João-Thiago. Acontece que Maria não compartilhava da mesma idéia, não havia nela surgido a vontade súbita de perpetuar o nome do sogro em seu rebento, mesmo porque ela não simpatizava com esse nome (nem com o sogro), preferia muitíssimo Matheus. Desde pequena dizia que chamaria seus filhos de Beatriz, se fosse menina, e Matheus, se fosse menino, e não era agora que ia aceitar um Thiago assim tão facilmente. Não é preciso descrever os meses de discussão de nome até o nascimento da criança. Até cogitaram um nome duplo, Matheus Thiago ou Thiago Matheus, mas começavam então a discutir qual nome ficaria na frente.
Por fim, nasce a criança. Nascido o menino de parto cesariana, teve Maria que ficar de repouso no hospital. Aproveitou-se disso João, e tendo ido ele mesmo registrar a criança registrou-a como bem quis, e o que ele bem queria era Thiago e Thiago puro. Ao saber Maria enfureceu-se (a meu ver, com razão), e jurou que jamais chamaria Matheus de Thiago, pois esse não era seu nome de verdade (apesar de constar na certidão de nascimento registrada em cartório e assinada pelo escrivão vigente em letras muito bonitas). A família dela tomou seu partido também chamando o recém nascido de Matheus e só Matheus. Logicamente a família de João, especialmente seu pai, chamava o menino pelo nome de registro.
Um tempo depois pararam todos de brigar e discutir, mas o juramento manteve-se de pé, pois apesar de infantis no que diz respeito a nomes, eram todos de palavra. E cresceu então o menino sendo chamado ora de Thiago, ora de Matheus.
E essa é a história do colega de minha irmã, e é assim que ele se apresenta.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Muito amor

Clique para ler
(achei bizarrinho mas tô numa vibe de postar tudo)


c

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

COMBO+DUO POSTS DE NATAL ATRASADOS

(O blogspot estava com problemas e não consegui postar isso antes, então viajem no tempo com Marty McFly e finjam que estão em Novembro ou nada disso fará sentido)

NATAL NON SENSE

Estamos em Novembro e daqui a pouco em Dezembro e aquela musiquinha monofônica irritante já começa a invadir o som ambiente: É Natal. Mentira não é, mas achei impactante dizer isso.

Pois é, o Natal está chegando, a época mais non-sense do ano. Por que o Natal é non-sense?

#1 –  COMEMORA-SE O ANIVERSÁRIO FORA DA DATA
No Natal comemora-se o nascimento do menino Jesus. Só que Jesus não nasceu em 25 de Dezembro, ele nem ao menos nasceu em Dezembro (e há quem ache que ele nem tenha nascido) [aprofunde-se a respeito aqui]

#2 – O GAROTO PROPAGANDA DO NATAL, PAPAI NOEL
Papai Noel é o símbolo do Natal. Além das musiquinhas monofônicas irritantes o bom velhinho está em todo lugar. 
a) O GLAMOUR DO PAPAI NOEL - Imaginando hipoteticamente que Jesus, o cristo, aquele cujo nascimento separa os anos em a.C. e d.C., de fato nasceu em 25 de dezembro e por isso comemora-se seu nascimento, qual, eu me pergunto, QUAL É A COLÉ do velhinho gordinho barbudo vestido de cetim vermelho e gorrinho com frufru? Observe a whatafuckinhellzisse da situação: é um velhinho gordinho. Ok, velhinhos gordinhos são brothers. Se tiver barba, será um velhinho gordinho true. Até aí tudo bem. Seria legal se ele vestisse uma calça marrom com suspensórios, ou bermudinha com sapatinho com uma meia bôco-môco. Mas, por que, POR QUE uma roupa de CETIM VERMELHO, com MARABUS nas extremidades, combinando com um gorro igualmente vermelho-acetinado com uma BOLINHA DE FRUFRU na ponta? Sem esquecer o blush nas bochechas, que o faz parecer um nobre absolutista francês andrógeno (assim como o velhinho da Quaker). 
b) A PROFISSÃO DO BOM VELHINHO – esse tão exótico ser tem por profissão passar o ano na função de engenheiro-coordenador de uma fábrica de brinquedos no pólo norte utilizando mão-de-obra duende (oi?). Aí uma vez por ano, na madrugada de 25 de Dezembro ele roda o mundo inteiro em um TRENÓ VOADOR PUXADO POR RENAS VOADORAS (uma delas com o nariz vermelho) entrando por chaminés para deixar presentes para as crianças dentro de sapatos e meias.
Isso pode parecer muito normal na sua cabeça porque fizeram uma lavagem cerebral em você quando você era pequeno (talvez tenham feito uma estomacal também, caso você tenha sido uma criança levada e engolido uma moeda) mas visualize isso e veja o quão absurdo isso é. Não é absurdo pelo fato de ser o que é (fantasiar faz parte da vida), mas qual a relação disso de um bebê que nasceu de sua mãe virgem (aham, senta lá, José) num estábulo no Oriente Médio? Quer dizer, Jesus nasceu no meio de cabritos, ovelhas, talvez umas vacas, uns burricos, mas renas? Garanto que ele não viu nenhuma em toda sua vida. Também não sou muito ligada na moda de Jerusalém dos anos 0 – 33 d.C, mas acho que nenhum dos homens andava vestidos de cetim vermelho com gorro de frufru. E se contassem a Jesus que viram um trenó voador com certeza acharia que era obra do Satanás (ou que ele devia parar de transformar água em vinho porque o bicho tava pegando).

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NATAL NO BRASIL


O Natal tem tudo a ver com o Brasil. Seu símbolo máximo, a árvore de Natal, o pinheiro, é uma árvore nativa abundante em todo território, tanto no litoral quanto no interior, sendo a floresta amazônica detentora da maior concentração de pinheiros do mundo. Fica mais característico ainda quando a árvore de natal está salpicada de branco, representando a neve, que cai bastante em Dezembro, principalmente no nordeste do país. Também as músicas encantadoras, em especial Jingle Bells, uma bela música cantada na nossa língua oficial (desculpem-me por estar escrevendo esse texto em português). Ah, e a ceia, quantas comidas típicas! Tender, Chester, nozes, comidas com passas em geral. Todas preparadas com ingredientes brasileiros. A melhor hora é a hora em que troca-se presentes, de forma amável e carinhosa entre familiares e amigos, representando dessa forma a paz e a prosperidade reinantes no nosso amado país.

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Pronto, podem voltar ao dia de hoje. Tentei todos os dias desde Novembro postar esse post e se eu conseguir hoje, 24 de Dezembro, é porque é Natal e os duendes deram duro para apagar o incêndio da Oi. O Acarajé de Natal deseja a todos vocês 5 leitores do Vaso de Planta boas festas, muitos presentes, muitas luzes boniiiitas (principalmente as azuis, elas são tão hipnotizadores o.o), comam comam comam realmente muito e usem camisinha na proximidade de espíritos!



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vulva La Vida

Jovem, acontecerá em Janeiro um evento em Salvador, um festival chamado VULVA LA VIDA, que é um festival autônomo de contra cultura feito por mulheres (como o nome sugere). Teremos no evento:
- MULHERES
- Bandas de MULHERES falando sobre MULHERES
- Filmes com MULEHRES sobre MULHERES
- Festinha de MULHERES
- Oficinas para MULHERES

Falando sério, o festival durará 4 dias, onde serão apresentados filmes, teremos oficinas de coisas interessantes, festinha, moda, shows, palestras e muito mais. É um festival feito por mulheres para as mulheres (idealizado pelo coletivo/distro “Na Lâmina da faca”). Se você não é mulher mais está muito a fim de ir porque vai ser tãão legal, se travestir é uma opção (mentira, é aberto ao público).
Se você se interessou e quer ajudar de alguma forma, envie um email para nalaminadafaca@gmail.com e as meninas vão te passar as coordenas. Se você se interessou, mas organização não é a sua praia nem piscina, aguarde o evento, e apareça! Entretanto, o capitalismo move o mundo, e, além de sexo todas as pessoas querem também dinheiro, e nós precisamos de certa quantidade de papel especialmente impresso e redondos pedaços de metal de simbólico valor para tocar o festival para frente. Então eu podia estar matando, eu podia estar roubando, mas estou humildemente vendendo essas incríveis camisetas com estampas super legais. Cada camiseta custa $15 e interessad@s podem me contatar via redes sociais ou abordagem-surpresa ao vivo.

Bikini kill e the Runaways são bandas do estilo Riot grrrl http://pt.wikipedia.org/wiki/Riot_Grrrl
Ângela Davis, bem, é a Ângela Davis. http://pt.wikipedia.org/wiki/Angela_Davis
Eu particularmente adoro a “excuse me”.
A branca de neve é uma mulher que se envolveu numa história estranha com 7 anões, um príncipe, uns problemas com maçãs e coração de bichos dentro de caixas.
Há diversos tamanhos (de P a GG) e cores para cada estampa. Comprem $.$




segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Elfail

Hello, Kitties.
Nesse grande parágrafo não irei me valer de pseudônimos, metáforas, fábulas ou modo de falar estranho para enviar minha mensagem. Recentemente escrevi e postei um texto que não lembro o título e não estou a fim de clicar em ‘voltar’ para ver. É um sobre a rotina e tal e você deve saber qual é porque, infelizmente, se há um texto que você deve ter lido deve ter sido esse. Eu não gostei dele assim que o terminei e achei muito diferente das coisas que eu escrevo. Já aconteceu anteriormente de surgir algo assim, mas não postei porque achei chato, não gosto de expor meu lado melodramático, além de achar que eles fogem para as colinas dos padrões dos outros textos. Enfim, o fato é que não tenho nenhum carinho por ele. Daí, após mais de 2 anos de blog, de exultação quando um texto conseguia 2 comentários (tendo o HP Laser Jet P1005 conseguido a incrível marca de 5 comentários) o texto por mim mal amado consegue para si inúmeras visitas (inúmeras!), comentários feitos pessoalmente, tweets, scraps, e até mesmo uma boa alma me disse que escreveria um trecho em sua parede com color jet (porque havia se identificado, e não por ter sido algo formidável). No show do Matanza uma criatura me pára, se apresenta, diz que adorou o texto “da rotina” mas que achou os outros “uma bosta”. Não vou dizer que não fiquei extremamente feliz com toda essa repercussão, e esqueci completamente do meu desamor pelo pobrezinho. Se eu estou postando as coisas é porque quero que sejam vistas (apesar deu estar postando há muito tempo para pessoas pontuais, e para mim mesmas, e não deixaria de postar caso ninguém os visse). Fiquei também muitíssimo surpresa. E após a surpresa e o contentamento, a desilusão. Desilusão, danço eu, dança você, na dança da solidão. Isso não vai mais acontecer ou continuar. As pessoas gostaram justamente desse e creio que não produzirei muitos outros do gênero (pelo menos espero que não! Aquilo brotou de um momento muito por-favor-não-de-novo-não). Estou legitimamente fadada ao fracasso. Vou mudar todos os meus Nicks para Elfail.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Bolo solado

Hoje levantei contra a minha vontade, que preferia permanecer na cama, contra meu organismo, que ainda estava dormindo, contra meu corpo que ainda estava cansado.
Não lembrava do que tinha sonhado pois não havia tido sonho algum, pois não se sonha em sono profundo, e, como disse, acordei antes da hora, antes do sono ficar leve e me fazer sonhar, antes de meu corpo estar preparado. Mas é assim quase todos os dias.
Como eu muitas pessoas acordavam contra a vontade e outras já estavam de pé fazia muito. Despertadores não deveriam existir, não há nada como despertar naturalmente assim como dormir quando se tem sono. Mas como eu muitas pessoas o faziam, não dormiam quando queriam, não acordavam quando queriam. Ser despertado em sono profundo é como abrir o forno do bolo que assa antes da hora. Ele sola. E meu dia foi solado, como muitos outros. Contra a vontade tive que me banhar rapidamente, comer rapidamente, falar rapidamente com os outros despertos e chegar rapidamente ao trabalho. No trabalho realizei atividades medíocres que qualquer um poderia realizar, atividades que não dependiam da minha opinião, dos livros que já li e dos filmes que já vi, do meu amor por gatos, da minha personalidade, da minha aparência, do meu cheiro, das músicas que conheço, das minhas crenças religiosas, do meu conhecimento de mundo, e, na verdade, não muito do meu conhecimento acadêmico. Ou seja, caso eu passe a não existir de uma hora para outra, qualquer outro fará meu trabalho, e a sensação de substituibilidade é terrível. Não gosto de atividades impessoais, não gosto de ser substituível, não gosto de ser medíocre e não gosto de me sentir cansada. Por isso eu bebi muito café, bebi muita água, e fui muitas vezes ao banheiro fazer xixi. Saí do trabalho e fui para a faculdade, onde estudei coisas que não queria, para depois assistir uma aula que não entendia (e nem tinha vontade de), e depois fiz uma prova da coisa que não queria estudar, que mesmo que eu tivesse ido bem já teria sido horrível por si só, mas ter ido mal tornou tudo pior. Mas apenas um pouco pior, realmente bem pouco. Cheguei tarde em casa como todos os dias pois esse é o horário do término de minhas obrigações diárias. Acabei me entregando a 3 pequenos prazeres, um longo banho, websocialização e livros. Me autocensurei após perceber quanto tempo havia perdido, que poderia estar dormindo, me forcei a abandonar a fonte de prazer, me forcei a dormir, percebendo amargamente que o outro dia seria exatamente igual, mas voltei atrás em minha opinião sobre estar perdendo tempo com meus pequenos prazeres: estava ganhando vida. Programei a abertura da porta para cedo, muito cedo, e adormeci no forno, tentando sonhar que não solaria.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Touro Ferdinando

Era uma vez um jovem touro chamado Ferdinando. Enquanto os outros jovens touros apreciavam um bom confronto de chifres, Ferdinando deleitava-se em sentir o aroma das flores do campo sob a sombra das árvores. Os jovens touros confortavam-se principalmente quando o fazendeiro os observava, pois este costumava escolher o mais bravo touro para lutar contra um homem que segurava um pano vermelho. Não havia maior glória para um jovem touro do que ser escolhido o mais bravo de todos. Apenas Ferdinando não se importava com tais glórias. Preferia o aroma das flores do campo sob a sombra das árvores, e delas cuidar, comendo as ervas daninhas que as prejudicavam. Porém, não só Ferdinando apreciava as flores – o fazia também as abelhas. Um dia, infortúnio do destino, estava uma abelha (ou um abelho?) a colher o néctar de uma Hortência quando dois buracos negros apareceram e tentaram sugá-la. Naturalmente sabemos que se tratava de Ferdinando, mas não o soube na hora a abelha (ou abelho?), que, lutando contra a corrente de vento, endireitou-se e sem pensar cravou seu ferrão abdominal no nariz de Ferdinando. Este pinotou por todo pasto, mugindo e bufando de dor. Foi tal seu descontrole que acabou por quebrar a cerca, correndo ainda alguns metros a dar coices no ar. Coincidentemente era dia e hora da observação de touros do fazendeiro, que, assistindo a tudo nada disse, mas fez sinal com a cabeça e seus capangas entenderam que Ferdinando era o touro mais bravo de todos da vez.

Nota do Autor (hihihih sempre quis escrever isso)
Essa historia vem rondando minha cabeça a algum tempo não sei porque (talvez devido a recente colocação de uma argola em meu septo). Eu realmente não me recordo se ela veio de algum curta da Disney das fitas que meus pais locavam; se foi uma história contada a mim por meu pai (ele é um ótimo contador de histórias) ou se ela simplesmente apareceu, como algumas outras. Sei que, para qualquer uma das alternativas, não é certo para mim que fim teve o touro Ferdinando. De qualquer sorte, não me parece que tenha sido um bom fim (a menos que seja uma história Disney).

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Drogas

Era uma vez dois jovens de alma jovem apaixonados, como apenas dois jovens jovens podem ser.
O jovem disse: tome meu coração, pegue um pedaço para você (pois tinha que sobrar coração para as outras paixões da vida). A jovem bateu no pedaço de coração com um machucador, até que virou pó, e cheirou tudinho. A onda que bateu foi muito forte.
Bateu a trip do amor.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dragão Azul Inquilino (autobiografico)

Era uma vez um dragão azul que vivia dentro do estômago de uma garota. Nem sempre esteve lá, apareceu quando sua hospedeira tinha por volta dos 5 anos de idade. Vagava no mundo quando algo lhe chamou a atenção – amígdalas extremamente suculentas sobre uma bandeja de aço inox, recentemente retiradas de uma pequenina garganta. Deliciou-se com elas e resolveu ir em busca de mais adentrando o mucoso túnel de onde elas tinham saído. Naturalmente não encontrou nenhuma, e movimentos peristálticos o conduziram até uma quente e agradável câmara que cheirava a comida. Resolveu se instalar permanentemente.

Devido a esse acontecimento, a criança que não gostava de comer passou a ser uma consumidora voraz de alimento, fato que deixava sua mãe e sua avó exultantes. Atribuíram o fato à cirurgia de adenóide a qual a criança foi submetida (mesma ocasião onde suas amígdalas foram retiradas), não chegando nem perto do real motivo. O dragão azul sentia-se muito bem instalado, a acomodação era confortável e era alimentado todas as vezes que desejava. Às vezes seu pedido não era prontamente atendido, e como nunca fora um dragão paciente, rugia em protesto, e insistia veementemente até ter sua vontade realizada. Para a garota o inquilinismo não era desconfortável, pois não abrigava um dragão egoísta, e este sempre lhe deixava o necessário para seu sustento e satisfação.

De princípio ele era, naturalmente, um dragão filhote. Chegou a sua plena estrutura física aos 8 anos de idade, tendo a garota então 13, e era necessário muita comida para alimentar um jovem e vistoso dragão azul. Comentários de toda sorte relacionando estrutura física com quantidade de alimento ingerido pela garota foram feitos, sendo o mais freqüente deles o comum “não engorda de ruim”. O comentário era estúpido, claro que ela não era uma má garota! Mas a estupidez deve-se a ignorância dos homens, que nada sabem da existência dos dragões inquilinos e tem por mania criar explicações para coisas que não compreendem, para não admitir que simplesmente desconhecem o motivo.

Hoje a garota beira as suas duas décadas de vida, e exatamente agora, às 11:57 da manhã, o dragão ruge aquecido em seu estômago.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ópera

Ela queria ir a um show internacional cujo ingresso não havia conseguido comprar por não ter tido tempo de dormir na fila no dia anterior ao início das vendas. Uma amiga informou que uma rádio estava sorteando um par de ingressos, para concorrer bastava se cadastrar no site. “Cadastre-se aqui e concorra semanalmente a prêmios”. Ela se cadastrou. Não ganhou o par de ingressos para o show naquela semana, mas foi sorteada na semana seguinte, ganhando um par de ingressos para uma ópera.

Tentou vender os ingressos  mas ninguém no seu círculo social quis comprar. Chegou o dia em que a ópera se apresentaria e ela ainda estava com os eles. Resolveu chegar antes do espetáculo e tentar vender na porta do teatro. Foi mal sucedida em sua empreitada, as pessoas (muito arrumadas) que iam assistir já haviam garantido seus ingressos há meses. Um segurança lhe alertou que era proibida a presença de cambistas. Então foi por essa sucessão de acontecimentos que ela, de short jeans, camiseta e um ingresso sobrando no bolso esquerdo entrou no teatro para ver sua primeira ópera.

Sentou-se entre duas cadeiras – a da esquerda,vazia, pertencia ao ingresso em seu bolso, a da direita um homem, esperando um par que não viria. O teatro estava frio. Soaram as sirenes, as luzes foram apagadas, e então começou.

Ela assistiu atentamente, maravilhada com a história, com a música, com a interpretação, com as vozes, a orquestra. Sentiu-se profundamente tocada pela beleza do espetáculo.

E ele assistiu nela o impacto causado pela arte, e achou belo. E no ápice, quando ela levou os dedos aos lábios, emocionada, ele segurou sua mão fria, inseguro de quais seriam as conseqüências desse ato invasivo. Ela não o olhou, mas retribuiu o gesto, até as cortinas se fecharem.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

HP LASER JET P1005 - Parte II

Para compreender essa densa e complexa história, leia primeiro HP laser Jet P1005 - A viagem.

Sem mais acontecimentos nos dias seguintes, a embarcação enfim chegou ao seu destino. HP laser jet P1005 se despediu de seus companheiros quando seguiu viagem. O fez apenas por convenção social. Pouca diferença fazia se eles não estivessem com ela durante a viagem, não se importava para onde iam agora, se conquistariam o que almejavam, nem sentiria saudade.

Finalmente chegando a seu novo destino, quis saber onde se encontrava. Sabia estar em um estoque, em uma prateleira inferior. Sentia algumas semelhantes junto a si, e outras logo acima, mas seus sentidos indicavam que mais além havia todo tipo de coisa, incluindo víveres. Perguntou a uma que parecia saber um pouco das coisas: “onde estou?” disse ela. “No supermercado”. Então a impressora irritou-se profundamente. Supermercado não é o lugar que gente importante vai para adquirir a impressora que imprimirá documentos importantes, secretos, históricos! Por que ela estava ali? Algum jeito teria que dar. Mas que jeito? Restava esperar. Ainda havia chances, talvez alguém a mando de alguém importante viesse comprá-la... Tendo recebido ordens de comprar o importante equipamento, e não e especificação do local, sua mente medíocre o dirigiu ao supermercado. Quem sabe? Restava a ela esperar.

Sua espera não durou muito, dentro de alguns dias um funcionário a buscou e levou até um carrinho, junto a diversos produtos. Quem o conduzia era uma mulher de meia idade, que estava bastante irritada por ter que pegar duas filas, uma para eletrodomésticos e outra para o resto das compras. “Deve ser a empregada de um grande homem. Ainda há esperança”, pensou HP laser jet P1005.

A esperança de HP laser jet P1005 encontrava-se estilhaçada, queimada e com suas cinzas lançadas ao vento um dia após sua saída do supermercado. Em seu lugar o sentimento de frustração ardia tão intensamente como fogo alimentado por uma floresta inteira. A ambiciosa impressora encontrava-se sobre uma bancada, em um quarto cheio de posters no oitavo andar de um prédio em reforma, onde homens em andaimes cimentavam pastilhas nas paredes.

Mal havia chegado ao apartamento, a desencaixotaram e puseram no chão, onde ela pode ver a mulher que a comprara, um homem, um garoto e uma garotinha muito pequena. Enquanto todos remexiam seus cabos, um animal felpudo com olhos curiosos chegou perto e a cheirou desconfiadamente. Logo se desinteressou por ela e partiu para sua caixa e isopor, parecendo estar muito mais entretida por 3 minutos, quando achou uma posição confortável e dormiu. HP laser Jet P1005 foi levada ao quarto do garoto, local onde permaneceria. Foi conectada a uma máquina extremamente taciturna e infeliz, insatisfeita com suas configurações. Esta fingia ou de fato não se importava com os acontecimentos que a circundavam.

HP laser Jet P1005 não poderia se sentir mais infeliz. Seu homem importante transformara-se em um garoto feio e espinhento de 16 anos, a máquina a qual estava conectada era ultrapassada, não havia um estabilizador só para ela. Os finos papéis fabricados com a melhor celulose que habitavam seus sonhos materializaram-se em papeis usados virados para o lado contrário a impressão.

A vida era monótona e frustrante. Não havia muito a ser feito. Imprimia um ou outro trabalho escolar mal feito, alguns recibos. O computador continuava a ignorar sua existência. Só levantava a voz para reclamar (consigo mesmo) de como lhe doíam as partes, que queria se aposentar, que suas configurações não estavam de acordo com o esforço que exigiam de sua pessoa. Se HP Laser Jet P1005 fizesse alguma intervenção ou comentário, fingia não ouvir e continuava a se lamuriar.

Um dia o garoto ganhou um violão. Então HP Laser Jet P1005 passou a imprimir inúmeras músicas cifradas, todas em papel rascunho. Não havia nada mais humilhante que imprimir em papel rascunho. Isso era coisa de impressora mendiga. O gosto do papel anteriormente impresso era horrível. Era como comer vômito. A humilhação era tamanha e a situação irritou-a a tal ponto que, sem saber como, uma vez acabou por “mastigar” o papel, inutilizando-o. A princípio ficou surpresa, depois maravilhada, sabendo que era capaz de fazer algo diferente do que fora programada para fazer. Ficou mais fascinada ao ver a reação do garoto. Ele não estava satisfeito. Ajeitou as folhas dentro dela, ordenou a passagem de uma folha em branco e então reordenou a impressão. HP Laser Jet P1005 desejou mastigar o papel novamente, mas não sabia como o havia feito, e nada aconteceu.

Um dia um dos operadores deixou a máquina ligada com um arquivo aberto, e se foi para outro cômodo. Então apareceu a menina muito pequena, e começou a mexer, bulir ou tentar assassinar o teclado. O mouse começou a gargalhar, a menina agora apertava seus botões compulsivamente, o que lhe fazia cócegas. O computador reclamava, estava recebendo muitos comandos de vez. Infelizmente ela estava clicando sobre o ícone de impressão. HP Laser Jet P1005 perdeu as contas de quantas ordens havia recebido (diferentemente de imprimir um arquivo de várias páginas, era imprimir vários arquivos de uma página só), e começou a trabalhar freneticamente, lançando as folhas no ar. O homem apareceu no cômodo impedindo a menina muito pequena de continuar, desesperado tentando controlar a situação. Antes que pudesse fazer isso, as folhas acabaram. Era uma sensação horrível. Era como vomitar sem nada no estômago, dói-lhe “puxar” o papel inexistente.

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O Acarajé de Natal indica a leitura da terceira parte da incrível história da ambiciosa impressora HP Laser Jet P1005 (essa era a função do Dragão Alberto, mas ele está de férias).


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Paints bizarrinhos

Eu gosto de ouvir essas músicas romanticas (tendendo seriamente ao brega, fossa dos anos 80, fundo de carrinho de mensagem) que o Calcinha Preta gosta de fazer versão. Gosto também de ouvir as versões que a Calcinha Preta faz das músicas romanticas (tendendo seriamente ao brega, fossa dos anos 80, fundo de carrinho de mensagem). Enfim.

Assim como foi ontem e o será amanhã, não tem post dos brother hoje. Deixa-los-ei com uma mesóclise muito pomposa e uns paints bem feinhos (que tem, porém, o seu valor, ínfimo, mas existente).

A qualidade está horrorosa por causa dos problemas jpeg. x paint. Elas emTiff estavam melhorzinhas (zinha sinhas).

Essa primeira é uma abelha voando em volta de Bzz. A segunda se chama "passando o tempo no Microsoft Excel" (na realidade é "´Zpredios"). Garanto a mim mesma que alguém com talento pode fazer coisas bem impressionantes com um editor de planilhas e o recurso preenchimento. Coisinhas de pixel e pá. A terceira - cachorro, osso, bolinhas. A quarta - homem feio no canto.

Eu não acho nada disso bonito ou maravilhoso, ou talentoso, ou diferente. Mas se quiserem ver mais alguma coisa minha por essas áreas, http://elfaemfoco.blogspot.com/ :)




quinta-feira, 17 de junho de 2010

HP Laser Jet P1005 - A viagem

Desde que estava sendo montada, HP laser jet P1005 tinha grandes ambições. Sonhava em imprimir documentos importantes que mudariam o curso do mundo, e ser alimentada com as melhores tintas originais. Seria conectada às melhores máquinas, e teria um estabilizador só para ela. Por ela passariam os papéis mais finos, fabricados com a melhor celulose.

Achou extremamente ultrajante a forma como foi enclausurada numa fedorenta caixa de papelão, em meio a isopor e plásticos. Ainda por cima o manual estava numa posição que a incomodava. Mas ela se resignou, sabendo que o melhor estaria por vir.

Viajou algum tempo por terra em meio a suas semelhantes e algumas multifuncionais esnobes, depois muito e muito tempo por mar. No compartimento de carga conheceu muita gente. Havia as placas de vídeo, que viviam discutindo entre si. Algumas desejavam, assim como a HP laser jet P1005, participar de coisas importantes em famosos escritórios de arquitetura, ou no caso das placas cult, trabalhar com arte, mas a grande maioria queria ir para a casa de algum viciado em jogos. Todas discutiam entre si por causa de suas aspirações divergentes. Os que aspiravam MMOs eram os mais chatos, acham-se superior a todos os outros. Porém todos se juntavam para humilhar uma dupla de placas que almejava ir para a casa de garotinhas na puberdade e serem doadas no natal para que elas joguem The Sims 3. Placas de vídeo são naturalmente homofóbicas, e não aceitam esse tipo de atitude de placas macho. HP laser P1005 conheceu também instrumentos musicais simpáticos, alguns processadores cheiradores de pó, muito agoniados, e uns sofás bojudos que nunca nada diziam.

Os dias passavam lentamente sem que nada de novo acontecesse, até que uma manhã, após uma noite de mar agitado, um dos sofás levantou a voz num melancólico canto. Os outros sofás uniram-se a ele e logo cantavam em uníssono a triste melodia. Os instrumentos acompanharam e todo o resto do compartimento parou para escutar, surpresos com o fato dos sofás terem se manifestado. Quando tudo acabou, um dos sofás falou com uma voz grave, um pouco abafada pela sua caixa: “companheiros, nós sofás da mesma linha, temos uma ligação muito forte um com o outro. Somos feitos do mesmo fardo de tecido, somos todos irmãos. É com muito pesar que vos informo que hoje um de nossos irmão faleceu. Antes de embarcarmos, contrabandistas cortaram seu forro, espuma e quebraram parcialmente a estrutura do seu acento esquerdo, introduzindo em seu interior os companheiros que vocês agora podem notar”. Então todos olharam para a enorme caixa do sofá falecido, e lá constavam mais de 40 perfumes e 15 pares de tênis Nike em meio à madeira, espuma e couro sintético. “Nosso irmão vinha resistindo há algum tempo, mas devido aos sacolejos da embarcação na última noite, sua estrutura não resistiu e ruiu. Peço a todos desculpas pelo incômodo, e muito obrigado pelo respeito que prestaram. Sem mais delongas, tenham um bom dia.”, e nada mais se ouviu dos sofás até o fim da viagem. As atenções então se voltaram para os companheiros ilegais. Todos faziam perguntas ao mesmo tempo, as placas de vídeo brigavam entre si a respeito de quem formulou a melhor pergunta. Quando a situação se organizou um pouco, os perfumes relataram que no começo ficaram amedrontados, pois foram retirados de perto do seu seleto grupo e não sabiam o que estava acontecendo. Depois tomaram consciência da situação, e lamentaram. Esperavam ser vendidos em belas lojas para pessoas sofisticadas, e não como produto de contrabando para oportunistas. Ao contrário dos tênis Nike, que segundo disseram os perfumes, pareciam sempre tranqüilos e gargalhantes, saindo do seu estado de espírito apenas para se preocupar com o companheiro sofá, de quem muito gostavam e que agonizava. Quando foram questionados a respeito do assunto, ele disseram: “estávamos numa bad mas agora estamos de boa, e esperamos que o brother sofá esteja muito de boa onde quer que esteja”.

Sem mais acontecimentos nos dias seguintes, a embarcação enfim chegou ao seu destino.


BWAGGHHHAARGH! O Dragão Alberto indica a leitura do próximo pedaço de história e lhe deseja uma ótima refeição.


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segunda-feira, 14 de junho de 2010

O ataque do poderoso predador

O poderoso predador espreita a vítima da discrição do seu esconderijo. Sagaz e silenciosamente aproxima-se sorrateiro até a distancia suficiente para executar seu salto mortal. Então ele salta, certeiro atinge e engloba a vítima num violento abraço. Mas a diversão não deve acabar tão cedo. Defere um golpe com sua poderosa pata, ferindo seu flanco com suas garras assassinas. Ela urra e foge, mas ele é mais rápido, novamente a captura e golpeia, captura e golpeia, a pobre e indefesa presa não tem chances contra a imponência e a soberania do grande felino. Ferida e cansada, por fim desiste e entrega-se nos braços da morte.

Então o gatinho não vê mais graça em brincar com a bolinha rosa com guizos e vai dormir em algum canto quentinho do apartamento.

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Será que você cabe em um Vaso de Planta?  Faça o teste e descubra! 

Felinos do mundo, encontrai Jesus! Glória, camas, cafunés e ração petisco sabor atum temperado te esperam! Seja um bom gatinho nessa vida, se não nas outras 6 você vai ser um gato fedido comedor de lixo, que as fêmas rejeitam, as pulgas adoram, e os cachorros mais ainda.


terça-feira, 13 de abril de 2010

Cebolas péssimas

Minha mãe e suas receitas caseiras. Minha tia, que eu não chamo de tia, mas sim de Ana, afinal, quando a conheci, ela era 16's, e esse é o nome dela, disse a minha mãe que “dormir respirando cebola” fazia bem para as vias respiratórias. Minha irmã é alérgica, e esse clima chuva-torrencial que se abateu sobre não ajuda muito. Então minha mãe resolveu seguir o conselho de Ana. Simplesmente ela corta cebolas e as coloca perto da cama de minha irmã.

Imagine um quarto totalmente fechado, e cebolas cortadas colocadas no corredor de ar do ar-condicionado. Não é bonito, não é cheiroso. Nunca vi coisa tão pequena ter um cheiro tão forte e impregnante. Eu estava dormindo naquele quarto nesses tempos de verão, para economizar energia (pobre), então, apesar da minha ótima condição respiratória, acabei sendo também induzida ao peculir tratamento.

Primeiro, o cheiro se espalha por todo cômodo. Não apenas se espalha, mas também gruda em tudo e todos. Ele pode até desentupir vias respiratórias, mas também fazem elas arderem. Na garganta, o gosto de cebola, como se tivesse comido um prato de vinagrete com farofa e não tivesse escovado os dentes. E, é claro, lacrimeja-se. Para quem tem o (mau) costume de ler antes de dormir, cebolas no quarto podem inviabilizar tal rotina. Finalmente dorme-se. No outro dia, o cheiro continua grudado nas suas narinas e na sua pele, por mais banho que se tome, e o gosto no começo de sua garganta, por mais dente que escove e Cepacol que se use. É simplesmente um inferno. Um inferno acebolado. Obrigado, nuvenzinhas, pela chuva e pela temperatura mais amena, pois pude voltar ao meu quarto, onde há de tudo, mas há não cebolas.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ultrassonografias, o pesadelo.

Ultrassonografias não me trazem boas lembranças, absolutamente.

Ultrassonografia da tireoide: faço uma vez por ano para ver... Bem, não sei o que há para ver na minha tireoide, mas vivem me passando exames, nunca dá nada. Devem ser meus olhos saltados. Enfim, o fato é, desde que recebi uma cotovelada master no pescoço, sinto profunda agonia quando tocam, encostam ou chegam perto da minha traqueia. Como uma boa sacerdotisa de Avalon, é claro que me controlo, pois coisas assim ocorrem com frequência, mas não é legal que alguém meleque e pressione aquele maldito aparelho sobre ela! Durante o exame, ondas de agonia percorrem o meu corpo, enquanto olho suplicante para a tela, com uma provável cara de dor de estômago, esperando que ele acabe.

Geralmente na mesma requisição, é pedido a ultrassonografia das mamas e a uterina.

Ultrassonografia das mamas: não vou dizer que ela é desagradável. Pelo contrário, é agradável até demais. Podem me achar uma pervertida, mas, sinceramente? Aquele gelzinho geladinho sendo esfregado em meus peitos é uma delícia. Eu achava até divertido o exame, sempre falava à médica: “hihih faz cosquinha hihih”, porque de fato faz, e é impossível não rolar o hi-hi-hi, e ela me respondia com aquele sorriso de compreensão que só uma mulher pode dar a outra, as vezes completando com um “é mesmo”. Até que eu precisei, para um teste de avaliação física, fazer um ecocardiograma. È basicamente a mesma coisa, apesar da finalidade distinta – gel on tits. O fato é, o cardiologista era O cardiologista, e o ajudante do cardiologista era O estudante do cardiologista. Não achando suficientemente estranho exibir as minhas vergonhas de cima para eles, minhas terminações nervosas resolveram trabalhar a todo vapor, enviado mensagens ao meu cérebro que por sua vez fazia, apesar das minhas tentativas de inibição, minha boca se contorcer em uns sorrisinhos. Provavelmente achando que eu era uma safada teenage com fetiches secretos por médicos coroas, o Dr. fecha a cara, me passando a mensagem “sou um homem sério, respeite-me, ninfeta” através do franzimento em sua testa. Tentei explicar, talvez dando o sorriso mais amarelo de toda a minha vida: “é que eu sinto cócegas”. Bem, uma hora acabou, fechei o máximo que pude aquele farrapo branco cheio de cortes que nos dão para vestir, fiz a expressão fácil mais séria que pude e parti a mil. Esqueci a bolsa, e o ajudante veio me entregar no corredor. Não foi uma boa experiência.

Ultrassonografia uterina: para quem não sabe, existem dois tipos, a externa (pélvica), e a transvaginal. Falemos da pélvica primeiro. Por algum motivos obscuro, a sua bexiga tem que estar completamente cheia. Ou seja, você tem que beber mais copos do que um loser jogando copo d'gua. Aguá até começar a sair pelo seu nariz. Quando você já está extremamente apertado,entra na sala do exame, a Dra. te avalia diz que ainda não está bom, que você tem que beber mais 3. Quando você acha que a morte por afogamento interno está próximo, e pensamentos como xixi nas calças lhe parece algo normal e maravilhoso, é a hora do exame. Não bastasse o seu estado, lá vem ele, o maldito aparelho com seu amigo gelado e transparente. Sua bexiga ultra cheia é cutucada, empurrada e todas as suas forças são usadas para evitar que o Squirtle dentro de você não se manifeste. Depois desse exame, você ganha +20 de resistência.
Agora a tão famosa transvaginal. Não conhecia até o ano passado. Imagine-se feliz e sorridente numa sala. Feliz por ter descoberto que pode optar entre a pélvica e a transvaginal. A pélvica era horrível, vamos tentar essa. Sem copos d'água, que maravilhoso! Você deita tranquila na maca achando tudo familiar. Bate um papo com a sua médica. Está distraída falando sobre seu gato de estimação, quando ela pega um aparelhinho. Até aí tudo bem. Mas quando ela coloca uma camisinha dele,  KY e se aproxima de você, por baixo, eu te digo, é TENSO. Como assim, sem um diálogo, uns beijinhos antes? Pois é assim. “relaxe, menina, é tranquilíssimo”. Tranquilo é o terrorismo, o aquecimento global, as inundações no Rio. Transvaginal não é tranquilo. Mas agora aprendi, ano que vem, tomo uns vinhozinhos antes de sair de casa.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quantas vaginas são necessárias para encher um vagináculo?

Quantas vaginas são necessárias para encher um vagináculo? by elfahell

essa questão envolve cálculo avançado e aplicação da proporção molar, mas, transposta para o campo teórico, pode ser explicada sem muitas delongas, apenas analisando o trabalho de teóricos vaginêuticos como Jon Lajoie. Na prática, duas vaginas volumosas ocupariam facilmente um vaginaculinho, enquanto cem vagininhas não dariam conta de um vaginaculão. Segundo Lajoie, quanto mais vaginas, melhor. Entretanto, vagináculos preferem ser preenchidos por outras coisas mais fálicas.

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Hello, stranger¹.
Essa é a primeira vez que posto algo de autoria alheia. É que achei que combinava muito com o conteúdo do Vaso. Sabe, esse planta aqui abaixo se parece muito com as outras plantinhas. Então eu pensei, sabe, que elas poderiam se dar bem. A única coisa feita por mim foi a pergunta. Ela foi feita pra Ananda Lima, aka Nana, a mulher mais sexy das proximidades da Sibéria, no glorioso site primaveresco formspring.me, algum dia desses. Devo dizer que foi respondida com muita propriedade. E eu não tenho autorização para publicar essa resposta.

¹ Assistam Closer.

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Merchan baratinho

Blog indicado do dia/semana/seiláquandotempostnovo: SALTOS SAPECAMENTE SALIENTADOS  - É bem looouuuucoo mano.



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sexta-feira, 26 de março de 2010

Pra quê?

Pedro faz natação a 7 anos. Tá com umas costas que, ô!
Pedro não lava roupa. Quando a Maria ficou de férias, ele deixou acumular por um mês. Não quis lavar nem a sua sunguinha. Mamãe lavou.

Juninho malha muito. Pega muito peso. Tá com um braço que, ô!
Juninho não ajuda a mãe a carregar as compras do supermercado. Nem mesmo quando ela trás o seu potão de suplemento.

Gabi também malha muito. Tem um pernão, um bunda que, ô!
Gabi não levanta do seu lugar no ônibus por nada. Nem quando uma velhinha, com seus ossinhos de osteoporose, está em pé.


Pra que serve as costas do Pedro? Pra que serve o braço do Juninho? Pra que serve a bunda da Gabi?

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