segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sexo. mmm.


Sexo.

Eu particularmente acho sexo uma palavra muito bonita e interessante. Entra no meu top 10 de palavras legais e prazerosas de se falar (junto com tigela, caralho, Thor, minúscula, cutícula, etc). Mas enfim.
O fato é o seguinte, as pessoas se interessam loucamente por esse assunto. Por exemplo, algum leitor de algum blog que tem o meu blog relacionado a ele, e que nunca se interessou em clicar em “vaso de planta – felicidade e infelicidade”, ao ver “vaso de planta – sexo” clicará imediatamente para ver do que se trata. Qualquer conversa ruma para esse lado. É quase inevitável. As brincadeirinhas mais engraçadinhas tratam de sexo. Putaria hahaha. Bem como as piadas. O duplo sentido impera na sociedade contemporânea atual. E Lá ELE!
E, ao mesmo tempo em que é um assunto tão comum, é polêmico, entabuzado. Penso em como isso aconteceu. Quer dizer, os primeiros homens (segundo a história, a ciência, todos eles com muitos argumentos e poucos fatos, quem são eles para afirmar com tanto detalhes a curiosa sociedade primordial, quando não há registros?) deviam encarar isso com muita naturalidade. Quer dizer, eles eram animais (ainda somos, mas enfim me refiro à rotina e tudo mais), queriam se alimentar, se divertir um pouquinho, dormir, e se reproduzir. Copulavam como animais. Não ligavam para virgindade, lua de mel, sensualidade, porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor, ménage a trois, quem era puta e quem era o comedor, desonra, orgasmos múltiplos, eu-te-amos e sex tape.

Europa, África e América (só uma observação curiosa, o Word corrigiu automaticamente Europa e América pois digitei com letra minúscula, mas não corrigiu África. Olha a bad no Microsoft Office!), são os único que eu tenho embasamento para falar. Não faço idéia da história da sexualidade no Nepal ou na nova Zelândia. Também não posso afirmar nada a respeito dos índios norte americanos e do leste europeu. Mas uma visão geral sobre várias sociedades desses continentes mostram a adoção do sexo como algo ritualístico, presente, comum, não havia uma cultura do sexo como errado e impuro.

Então, como foi que surgiu toda essa cultura de castidade, pecado e tudo mais? Quem apagou as fogueiras de Beltane, quem acabou com os ritos de fertilidade, quem disse aos índios que o putetê deles era errado, que o corpo é uma vergonha, que a mulher tem que sofrer e pagar porque Eva era uma vadia appleaholic, que sexo é algo impuro?

A culpa, é claro, recai sobre as religiões ocidentais (Que tem uma origem comum, que se espalharam pelo mundo cobrindo tudo com seu véu. Cristianismo, Judaísmo, Hinduísmo, Budismo, etc). Vejam bem, pseudohistoriadores procuradores de furos de plantão, não disse que em todas as sociedades a gaia era generalizada e as neoreligiões acabaram com tudo... estou me referindo a pedaços (grandes, mas não todos) da sociedade mundial. Por exemplo,a sociedade mediterrânea, apesar de ter Baco/Dionísio e suas orgias, as mulheres que participavam delas não eram bem vistas, e a sociedade começou a fechar o cerco em torno da donzelice bem antes de adotarem o cristianismo. Eu só me pergunto POR QUE.

Tipo, homens das cavernas -> homens e suas leis sexuais.

Por quê? Não estou revoltada com a visão atual (talvez esteja um pouco, por alguns motivos, mas não, não estou pregando a legalização da festa do cabide, ou buscando convites para festinhas e swings), só sou curiosa e queria saber como esse pensamento se formou e se espalhou. Voltando às religiões, realmente não acredito que Deus tenha inspirado ninguém a escrever suas leis, mas pros caras que as inventaram, porque colocaram isso no meio?

Enfim. O sexo não seria tão interessante, não daria tanto pano pra manga se fosse algo tão aberto e escancarado. Assim como a nudez. Falando nela, já viu que coisa, se por acaso minha blusa “cair’ e eu tiver de biquíni, não terá nada demais. Se eu estiver de sutiã, vai ser tipo “óóóó”, sendo que sutiãs geralmente são mais pudorísticos do que biquínis. Vai entender.

- Sem final conclusivo de novo.

3 comentários:

Vitor Leite disse...

Eis uma análise não-alienada de um fato alienante que deu em merda alguma.

Luciano... disse...

...
pensando no fator: biquine-sutian...

Túlio disse...

Se eu fosse chutar algo bem simples, seria simplesmente: filhos.

O sexo que é enaltecido e admirado pela sociedade é o divertido, leve, sem compromisso, puro prazer. Filho é compromisso demais, desprazer e desconforto de carregar e educar.

Consigo imaginar as repressões surgindo às mulheres que têm filhos e não sabem quem é o pai por causa das farras. E daí todo um código de ética surgindo para evitar que isso acontecesse. E depois as regras, leis... enfim.